IGREJA SÃO JOÃO, O TEÓLOGO, GANHA UMA VERDADEIRA RELÍQUIA DE HARMÔNIO
Recentemente, recordando os velhos tempos de atividades pastorais nesta comunidade, lembrávamos dos harmônios que com celestial som dava vida e enchia de alegria nossos encontros celebrativos. Então, passamos a pesquisar pela Internet, e logo nos deparamos com uma «joia rara» sendo oferecida para a venda em Belo Horizonte, MG. A princípio, não ficamos tão animamos, pois sabíamos das dificuldade para faze-lo chegar aqui em São José, SC. Mas, após o primeiro contato com Sr. Lucas Paulo, a pessoa que o dispunha à venda, ficamos cheios de entusiasmo e, com a promessa de que o anúncio seria desativado até que decidíssemos o que fazer, passamos a buscar um modo de transportá-lo. Passou-se algum tempo desde os primeiros contatos com possíveis transportadores, até que um deles nos retornou a ligação: tinha uma viagem com carga para o Rio de Janeiro e dispunha-se voltar por Belo Horizonte e nos trazer o harmônio. E assim foi, com a maior complacência e apoio do Sr. Paulo Lucas, seu antigo proprietário. Na última quinta-feira, 10 de junho, entrava em nossa Igreja São João, o Teólogo, de São José, esta verdadeira relíquia que mostramos abaixo, com ainda um pouco mais de sua história que o próprio Sr. Lucas Paulo nos conta.
Pedi ao Sr. Paulo Lucas que me enviasse alguns registros sobre o que lembrava da história deste harmônio. E, prontamente, ele me respondeu assim:
«Boa noite, é um prazer!
Atendendo o seu pedido, embora, não tenha muito o que falar da história do harmônio, porque ele estava quietinho e intocável na sala de minha casa, aqui em Belo Horizonte, há mais de 20 anos, procedente do Convento das Irmãs Sacramentinas, onde eu e outros amigos, a maioria já falecidos, fazíamos parte de um coral e de outras atividades recreativas, e que no final dessa narrativa lhe mandarei algumas fotos. Aconteceu neste mês de junho/2021, por ordem do destino, o harmônio ir parar na comunidade de Florianópolis (São José), após um anúncio de venda que eu fiz na Internet de que estaria disposto a negocia-lo porque percebi que precisava do espaço na sala e que ele estava em desuso há muito tempo, e que poderia ser aproveitado a quem assim o desejasse. Durante esses anos ele sempre foi um objeto instrumental que embelezava a minha casa causando espanto aos visitantes que o viam por se tratar de um móvel de decoração arrojado, belo, imponente e curioso para muitos. Espero ter contribuído com essas informações, atendendo o seu pedido.Paulo
Anexo fotos da turma do coral, a maioria, infelizmente, já falecidos.
Curiosidades sobre a história do Harmônio (Órgão)
O harmônio é um instrumento musical tocado por meio de um ou mais manuais e uma pedaleira. O som é produzido pela passagem do vento (ar comprimido) através de tubos de metal e madeira. O órgão, ou harmônio, é um dos instrumentos musicais mais antigos da tradição musical do Ocidente. Foi o primeiro instrumento de teclas.
O antepassado do órgão é o hydraulos, ou órgão hidráulico, inventado no III séc. antes de Cristo ( a.C.) pelo engenheiro grego Ctesíbio de Alexandria, responsável pelo cruzamento da flauta típica grega, o aulos, com o sistema hidráulico de injeção de ar comprimido nos tubos.
A mecânica consistia em abrir a passagem do ar para os tubos através de uma válvula parecida com uma tecla. Para que tal acontecesse o ar era mantido em pressão por processos hidráulicos (pressão de água). O órgão possuía apenas uma fila com 7 tubos de diferentes comprimentos, correspondendo cada tubo a uma nota.
Este instrumento esteve muito em voga no Império Romano. Alcançando uma forte amplitude sonora (volume), era apto para ser usado ao ar-livre: em jogos, no circo, nos anfiteatros. Nesta altura o hydraulos era já denominado organum hydraulicum em latim ou organon hydraulikon em grego.
A fila de tubos duplicou e triplicou, até que foi incorporado um mecanismo de seleção dessas filas de tubos, que mais tarde se vêm a chamar registros. O conjunto de tubos de uma fila tem o mesmo formato e características, emitindo um timbre próprio. Assim sendo, num órgão existem tantos timbres diferentes, quanto o número de registos (filas) existentes.
O sistema hidráulico usou-se até ao século V, tendo surgido no século IV o sistema pneumático de foles. Trata-se do órgão pneumático. Como já não havia a componente hidráulica, o instrumento passou simplesmente a ser denominado Organus.
A introdução de órgãos nas igrejas é tradicionalmente atribuída ao Papa Vitalian, no século VII. Pelo vínculo que estabeleceu ao serviço do culto, prestado ao longo de séculos na Liturgia Cristã, carrega uma estatuto inigualável no contexto da Música Sacra.
Um dos exemplares mais interessante está instalado no coro alto da Igreja da Lapa em Porto (Portugal), construído em 1995 um órgão de tubos da autoria do mestre-organeiro alemão Georg Jann. Trata-se do maior órgão da Península Ibérica.











Que bom!
Agora ele faz parte de outra família.